Impacto das pausas ativas no comportamento sedentário de estudantes de medicina: um estudo intervencionista
DOI:
https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.8.2025.180Palavras-chave:
pausa ativa, comportamento sedentário, estudantes de medicina, Saúde Mental, intervenção educacionalResumo
Introdução: O comportamento sedentário em ambientes acadêmicos é fator de risco para fadiga e queda de rendimento cognitivo. Estratégias como a Pausa Ativa (PA) têm sido propostas para mitigar esses efeitos no ambiente laboral, mas sua efetividade ainda é pouco explorada em contextos de ensino superior em saúde.
Objetivo: Avaliar o impacto da prática de Pausas Ativas sobre a percepção de esforço para manter a concentração em estudantes de medicina ao longo de diferentes momentos da aula.
Métodos: Estudo intervencionista com 50 alunos (adesão de 68,5% dos alunos). No Dia 0 (D0), sem intervenção, a percepção de esforço foi medida em três momentos (Q1: início; Q2: meio; Q3: final) durante a aula. Nos Dias 1 a 3 (D1–D3), foram aplicadas três sessões de PA com duração de 3-5 min, seguidas de avaliações em Q1, Q2 e Q3. A variável de interesse foi o esforço para manter a concentração na aula (_ESF_CON_AULA). As comparações intra e inter-dias foram conduzidas por testes de Friedman e Wilcoxon pareado (α=0,05).
Resultados: O esforço aumentou progressivamente ao longo de D0, com diferenças significativas entre Q2–Q3 e Q1–Q3 (p=0,001 e p=0,004). Nos dias com PA (D1–D3), observou-se redução significativa do esforço após cada sessão, especialmente entre Q2–Q3 (p<0,001). Na comparação inter-dias, o esforço final (Q3) foi consistentemente menor nos dias com PA em relação ao D0 (D0 vs D1: p<0,001; D0 vs D2: p<0,001; D0 vs D3: p<0,001). Esses achados indicam efeito sustentado das pausas.
Conclusão: A introdução de PA reduziu de forma significativa a percepção de esforço dos estudantes para manter a concentração durante as aulas. Os resultados sugerem que intervenções breves e regulares podem representar estratégia viável para mitigar os efeitos do comportamento sedentário em ambientes de ensino médico.
Referências
Blasche G, Szabo B, Wagner-Menghin M, Ekmekcioglu C, Gollner E. Comparison of rest-break interventions during a mentally demanding task. Stress Health. 2018 Dec;34(5):629-638. doi: 10.1002/smi.2830. Epub 2018 Aug 16. PMID: 30113771; PMCID: PMC6585675. DOI: https://doi.org/10.1002/smi.2830
Chandrasekaran B, Pesola AJ, Rao CR, Arumugam A. Does breaking up prolonged sitting improve cognitive functions in sedentary adults? A mapping review and hypothesis formulation on the potential physiological mechanisms. BMC Musculoskelet Disord. 2021 Mar 12;22(1):274. doi: 10.1186/s12891-021-04136-5. PMID: 33711976; PMCID: PMC7955618. DOI: https://doi.org/10.1186/s12891-021-04136-5
Heiland EG, Tarassova O, Fernström M, English C, Ekblom Ö, Ekblom MM. Frequent, Short Physical Activity Breaks Reduce Prefrontal Cortex Activation but Preserve Working Memory in Middle-Aged Adults: ABBaH Study. Front Hum Neurosci. 2021 Sep 16;15:719509. doi: 10.3389/fnhum.2021.719509. PMID: 34602995; PMCID: PMC8481573. DOI: https://doi.org/10.3389/fnhum.2021.719509
Islam H, Gibala MJ, Little JP. Exercise Snacks: A Novel Strategy to Improve Cardiometabolic Health. Exerc Sport Sci Rev. 2022 Jan 1;50(1):31-37. doi: 10.1249/JES.0000000000000275. PMID: 34669625. DOI: https://doi.org/10.1249/JES.0000000000000275
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 VICTÓRIA DE SOUZA DAMASCENO CASTRO, Daniel Sandy, Daniel J. M. de Medeiros Lima

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O Congresso Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida permite que o (s) autor (es) mantenha(m) seus direitos autorais sem restrições. As publicações são licenciadas pela Creative Commons Attribution 4.0 International License - CC-BY
