Associação entre o grazing e o grau de ansiedade participantes com esteatose hepática associada à disfunção metabólica.
DOI:
https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.8.2025.183Palavras-chave:
Comportamento Alimentar, Ansiedade, Fígado gordurosoResumo
Associação entre o grazing e o grau de ansiedade participantes com esteatose hepática associada à disfunção metabólica.
Introdução: A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) é uma das doenças mais prevalentes em indivíduos com sobrepeso e obesidade, e a mesma é resultado de fatores ambientais, genéticos, alimentares, comportamentais e psicológicos. Objetivo: Associar o grazing com o grau de ansiedade em participantes com esteatose hepática associada à disfunção metabólica. Método: Realizou-se um estudo observacional do tipo transversal, em indivíduos de ambos os sexos, no qual avaliou-se o comportamento alimentar através do questionário Short Inventory Grazing e o grau de ansiedade através do questionário DASS-21. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE n.º 76629823.2.0000.5243). Os dados foram apresentados como média e desvio padrão ou frequência relativa ou absoluta. E as variáveis categóricas foram analisadas utilizando o teste qui-quadrado. Os valores p ≤ 0,05 foram considerados significativos. Resultado: Observou-se que não houve relação significativa entre o grazing e os graus de ansiedade nos 16 pacientes avaliados (p>0,967) (Tabela 1). Cerca de 50% dos participantes com ansiedade leve apresentaram grazing grave (>8X por semana). Os participantes com ansiedade moderada, 40% mostraram grazing moderado e grave. O comportamento se distribuiu de forma mais equilibrada em pacientes com ansiedade grave (Figura 1).
Tabela 1 Relação entre o grazing e o grau de ansiedade.

Figura 1 Distribuição entre o grazing e o grau de ansiedade.
Legenda: Grau de ansiedade (Normal 0–7, Leve 8–9, Moderada 10–14, Grave 15–19 e Extremamente grave ≥20) e Grazing (Ausência, sem perda de controle e com perda de controle).
Conclusão: Não houve uma associação significativa entre o grau de ansiedade e o grazing. As limitações do atual estudo são caracterizadas pelo tamanho amostral reduzido, sendo necessário um número maior, possibilitando explorar de forma mais completa a dinâmica entre o grazing e o grau de ansiedade nos participantes com esteatose hepática associado à disfunção metabólica.
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