Influência da MEV no manejo da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.8.2025.207

Palavras-chave:

Medicina do Estilo de Vida, Doença Hepática Esteatótica associada à Disfunção Metabólica, Sobrepeso, Fibrose Hepática

Resumo

Introdução: A Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) refere-se à existência de esteatose hepática em indivíduos que apresentam fator de risco cardiometabólico: obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia e hipertensão arterial. É a doença hepática crônica mais prevalente no mundo. Mudanças baseadas em Medicina Estilo de Vida (MEV), visando redução a partir de 5 a 7% do peso corpóreo inicial são as principais terapêuticas para controle e possível regressão da doença, com melhora das alterações bioquímica e histologia hepática, além de redução da resistência insulínica e aumento na qualidade de vida. Objetivo: Relatar a influência da MEV no manejo da MASLD em pacientes com sobrepeso. Metodologia: Estudo observacional, relato de caso, por análise de prontuários, de fevereiro a setembro/2025, em hospital filantrópico de Vitória. Relato de caso: Mulher de 62 anos, hipertensa, dislipidêmica, com síndrome metabólica e sobrepeso (IMC 26,9), foi encaminhada ao Ambulatório Hepatologia, com diagnóstico de esteatose hepática por RNM de abdome em 2024, sem elevação de aminotranferases e Índice de Fibrose-4 (FIB-4) 1,23. Orientações intensivas de MEV foram adotadas como plano terapêutico, como estímulo à prática de atividade física, dieta mediterrânea; além de medidas gerais como atualização do cartão vacinal e uso regular dos medicamentos prévios para controle dos fatores de risco cardiovascular existentes. Resultados: Após sete meses de adesão, observou-se melhora clínica, com perda ponderal sustentada de 6,4 kg (10,2% e IMC 23,6) e manutenção da pressão arterial (<120/70 mmHg) e da estabilidade laboratorial (aminotranferases, perfil lipídico e HbA1 6,5%). Manteve FIB-4 <1,3 (1,24), indicando fibrose hepática improvável. Conclusão: Reflete a importância da MEV como pilar central no manejo da MASLD, suficiente para ter bom controle e não progressão da doença, evitando farmacoterapia específica. O acompanhamento multiprofissional e a adaptação das orientações no seu contexto socioeconômico-cultural são fundamentais para a manutenção a longo prazo.

Referências

Moreira, R. O. et al. Brazilian evidence-based guideline for screening, diagnosis, treatment, and follow-up of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD) in adult individuals with overweight or obesity: A joint position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM), Brazilian Society of Hepatology (SBH), and Brazilian Association for the Study of Obesity and Metabolic Syndrome (Abeso). Arch. Endocrinol. Metab., 2023. DOI: https://doi.org/10.20945/2359-4292-2023-0123

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Publicado

2025-10-25

Como Citar

1.
Sperandio Áurea B, Lopes JPF, Lessa LS, Corrêa LC, Brandão GA, Carmo LF do. Influência da MEV no manejo da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica. Congresso Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida [Internet]. 25º de outubro de 2025 [citado 30º de maio de 2026];8. Disponível em: https://publicacoes.cbmev.org.br/cbmev/article/view/207

Edição

Seção

Impacto do Estilo de Vida na Saúde Coletiva