Insulinoma e obesidade grave: A relevância da abordagem integrada com Medicina do Estilo de Vida para o sucesso terapêutico pós cirúrgico

Autores

  • João Pedro Frizzeira Lopes Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-EMESCAM https://orcid.org/0000-0002-8776-8113
  • Áurea Barcelos Sperandio Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-EMESCAM
  • Letícia Carvalho Corrêa Universidade Federal do Espírito Santo-UFES https://orcid.org/0009-0000-0889-3374
  • Luize Palaoro Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-EMESCAM
  • Mariana Furieri Guzzo Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-EMESCAM
  • Patrícia Casagrande Dias de Almeida Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-EMESCAM
  • Lara Imbroisi Errera

DOI:

https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.8.2025.221

Palavras-chave:

Insulinoma, Obesidade, Medicina do Estilo de Vida, Cirurgia, Distúrbios Metabólicos

Resumo

Introdução: Insulinomas são tumores neuroendócrinos pancreáticos que causam Hipoglicemia Hiperinsulinêmica Endógena (HHE), manifestada por sintomas neuroglicopênicos e autonômicos. Ganho de peso afeta mais de 50% dos pacientes. Ressecção cirúrgica, tratamento padrão, pode levar à perda de peso e complicações como diabetes e insuficiência pancreática exócrina, exigindo manejo multidisciplinar no pós-operatório. Objetivo: Relatar a influência da Medicina do Estilo de Vida (MEV) no manejo pós-cirúrgico de uma paciente com insulinoma pancreático. Metodologia: Estudo observacional tipo relato de caso, com análise de prontuários, durante o acompanhamento ambulatorial por 10 meses, em hospital filantrópico de Vitória. Relato de caso: Paciente, 20 anos, feminino, evoluiu de sobrepeso para obesidade grau III com Índice de Massa Corporal (IMC) de 28,41 para 41,7 kg/m² em 8 meses, devido à hiperfagia reativa por hipoglicemia severa (glicemia média de 40 mg/dL, 38 mg/dL no dia da cirurgia) causada por insulinoma (insulina 50,6 UI, peptídeo C 6,52, confirmado por ressonância magnética). Após a exérese do tumor, a glicemia média pós-operatória foi de 252,5 mg/dL nos 3 dias seguintes com uso de insulina transitória, que estabilizou em normoglicemia (70-80 mg/dL) após a alta o manejo pós-operatório focou na MEV. CAAE nº 91668425.8.0000.5065 Resultados: A evolução clínica pós-operatória demonstrou remissão dos sintomatologia neuroglicopênica. A MEV foi essencial para a recuperação metabólica, com perda de 9 kg em 2 meses IMC de 41,7 para 38,97 kg/m². A abordagem integrada promoveu benefícios secundários, com a redução do risco de diabetes, aumento da qualidade do sono e regulação da fome. O acompanhamento nutricional e o a prática de atividade física estabeleceram ciclo evolutivo e à melhora do quadro de obesidade. Conclusão: A terapêutica do insulinoma tem seguimento multidisciplinar após a cirurgia, com mudanças no estilo de vida para reverter as consequências metabólicas da doença e promover a recuperação sustentada da saúde.

Referências

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Publicado

2025-10-25

Como Citar

1.
Lopes JPF, Sperandio Áurea B, Corrêa LC, Palaoro L, Furieri Guzzo M, Almeida PCD de, et al. Insulinoma e obesidade grave: A relevância da abordagem integrada com Medicina do Estilo de Vida para o sucesso terapêutico pós cirúrgico. Congresso Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida [Internet]. 25º de outubro de 2025 [citado 30º de maio de 2026];8. Disponível em: https://publicacoes.cbmev.org.br/cbmev/article/view/221

Edição

Seção

Avaliação Clínica e Diagnóstico em Medicina do Estilo de Vida