Medicina do Estilo de Vida como modelo de negócio sustentável: análise de um programa clínico em uma instituição privada de saúde em Santiago do Chile
Analysis of a Clinical Program in a Private Healthcare Institution in Santiago, Chile
DOI:
https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.9.2026.253Palavras-chave:
profissionais de saúde, medicina do estilo de vidaResumo
Introdução: A expansão da Medicina do Estilo de Vida (MEV) em instituições privadas de saúde requer modelos assistenciais que conciliem cuidado longitudinal, integração de serviços e sustentabilidade financeira. Objetivo: Avaliar o desempenho econômico e o padrão de utilização de serviços de um programa clínico de MEV em uma instituição privada de saúde em Santiago do Chile. Metodologia: Estudo retrospectivo e descritivo baseado em dados administrativos institucionais de 2026. Foram analisados 220 pacientes, origem da captação, investimento em marketing, receitas diretas e indiretas, despesas, margem direta, consumo médio mensal por perfil de paciente e distribuição das prestações associadas. Os valores foram convertidos para dólares americanos (USD), utilizando taxa de 945,87 CLP/USD. Resultados: Dos 220 pacientes, 115 (52,3%) foram captados por marketing e 105 (47,7%) por encaminhamento médico. A receita total no período foi de US$ 213.229, com receita indireta de US$ 114.404 e margem direta informada de US$ 50.688. As despesas totais foram de US$ 160.296. O consumo médio mensal foi de US$ 72 entre pacientes não fidelizados, US$ 148 entre fidelizados e US$ 210 entre participantes do programa de MEV, correspondendo a 2,9 vezes o consumo dos não fidelizados. As prestações associadas concentraram-se em laboratório (42%), imagem (30%), consultas (12%) e outros serviços (16%). Conclusão: Nesta experiência institucional, um programa estruturado de MEV apresentou margem direta positiva e maior utilização de serviços entre seus participantes, mostrando-se compatível com um modelo assistencial economicamente viável e integrado à instituição. Estudos prospectivos são necessários para avaliar retenção, desfechos clínicos e retorno sobre investimento.
Referências
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