Modelos de prescrição dos pilares da Medicina do Estilo de Vida na Atenção Primária à Saúde: revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.9.2026.266Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Medicina do Estilo de Vida, Estilo de Vida, Doenças Crônicas Não transmissíveis, mudança de comportamentoResumo
Introdução: A Medicina do Estilo de Vida (MEV) aborda intervenções em seis pilares para prevenir, tratar e reverter doenças crônicas. Na Atenção Primária à Saúde (APS), a aplicação dessas intervenções são essenciais, porém a formação e a prática clínica ainda apresentam lacunas para uma prescrição estruturada. Objetivos: Identificar e analisar os modelos de prescrição dos pilares da MEV na APS, com ênfase no cuidado e na prevenção de doenças crônicas relacionadas ao estilo de vida. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em 2025, nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Utilizaram-se descritores controlados (MeSH) e (DeCS), combinados por operadores booleanos. Incluíram-se artigos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês ou espanhol, que abordassem estratégias de prescrição dos pilares da MEV no contexto da APS. Excluíram-se estudos com foco exclusivo em atenção terciária, sem menção explícita à prescrição da MEV, artigos duplicados ou indisponíveis em texto completo. O processo de seleção seguiu etapas sistematizadas e foi registrado por fluxograma PRISMA adaptado. Resultados: Foram identificadas 292 referências, das quais 31 estudos compuseram a análise final. Predominaram intervenções em atividade física e alimentação, frequentemente conduzidas de forma unipilar. Intervenções multipilares foram menos frequentes, embora mais alinhadas às recomendações da MEV. Abordagens comportamentais foram amplamente utilizadas, destacando-se entrevista motivacional, estabelecimento de metas e health coaching. Limitações de tempo, capacitação profissional e desafios estruturais configuraram as principais barreiras, enquanto atuação multiprofissional, envolvimento de agentes comunitários e uso de protocolos padronizados atuaram como facilitadores. Conclusões: A prescrição clínica da MEV na APS apresenta elevado potencial para manejo e prevenção de doenças crônicas, porém permanece heterogênea. O fortalecimento dessa abordagem requer maior sistematização dos modelos de prescrição e capacitação contínua das equipes de saúde.
Referências
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