Barreiras para o uso de aplicativos em saúde mental: uma revisão de literatura

Autores

  • Kacio Mourão Policlínica Especializada Coronel Mota - Roraima, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.9.2026.267

Palavras-chave:

Aplicativo de Saúde, Saúde Mental

Resumo

Introdução: A saúde mental digital expandiu-se expressivamente com o surgimento de aplicativos móveis (mHealth), os quais prometem democratizar o suporte terapêutico preventivo na sociedade moderna. Contudo, a transição para esse modelo enfrenta obstáculos severos que comprometem sua viabilidade prática. Este resumo analisa os principais fatores restritivos à adoção continuada dessas tecnologias. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura de artigos científicos publicados entre 2024 e 2026, indexados nas bases de dados eletrônicas PubMed e SciELO. Os critérios de inclusão selecionaram estudos empíricos que avaliassem os desfechos e desafios operacionais na implementação de ferramentas digitais no monitoramento psicológico de usuários. Desenvolvimento: Os resultados demonstram que as barreiras tecnológicas e humanas são complexas. Destacam-se as falhas de sincronização, as interfaces confusas e a falta de recursos personalizados como os principais entraves à usabilidade, os quais resultam em frustração técnica e baixa aceitação inicial. Além disso, a literatura aponta para os riscos associados à privacidade e à segurança no armazenamento de dados sensíveis de pacientes, o que inibe a confiança do público. A descontinuidade no uso e as altas taxas de abandono (atrito) a longo prazo constituem desafios operacionais críticos, sendo agravados pela ausência de conexão humana e pela falta de supervisão profissional ativa, gerando sentimentos de isolamento. Por fim, a acentuada heterogeneidade metodológica nas pesquisas oculta a eficácia real dessas soluções isoladas no ecossistema de saúde atual. Conclusão: O uso de aplicativos móveis em saúde mental possui relevância incontestável, porém barreiras de usabilidade, lacunas em segurança de dados e altas taxas de abandono impedem sua consolidação clínico-terpêutica formal. Para que esses dispositivos atuem como ferramentas complementares legítimas, torna-se obrigatória a resolução de problemas de privacidade e o aprimoramento da experiência do usuário do sistema digital. Este cenário exige engajamento multidisciplinar. Desse modo, novos avanços urgem.

Referências

GRIBKOVA, I. V. Using mobile apps to improve mental health. Health Care of the Russian Federation, 2025. LIMA, M. A.

et al. O uso de aplicativos móveis para a gestão de saúde mental e seu impacto no desempenho educacional de

estudantes. Revista Contribuições à las Ciencias Sociales, 2025. REZENDE, J. F., SILVA, A. C. Uso de aplicativos de saúde

desenvolvidos para celular no automonitoramento de sintomas de ansiedade: revisão sistemática. Brazilian Journal of

Development, 2025. SANTOS, L. G. B. A influência da tecnologia na saúde mental: desafios contemporâneos. Trabalho de

Conclusão de Curso, Centro Paula Souza, 2024.

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Publicado

2026-10-23

Como Citar

1.
Mourão K. Barreiras para o uso de aplicativos em saúde mental: uma revisão de literatura. Congresso Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida [Internet]. 23º de outubro de 2026 [citado 7º de novembro de 2026];9. Disponível em: https://publicacoes.cbmev.org.br/cbmev/article/view/267

Edição

Seção

Aplicabilidade da Tecnologia em Medicina do Estilo de Vida