“High Tech–High Touch”: telemedicina como estratégia para ampliar acesso e viabilizar o cuidado longitudinal na Medicina do Estilo de Vida
DOI:
https://doi.org/10.61661/congresso.cbmev.9.2026.275Palavras-chave:
Telemedicina, Medicina do Estilo de Vida, Abordagem LongitudinalResumo
Introdução: A Medicina do Estilo de Vida (MEV) requer intervenções comportamentais estruturadas, metas compartilhadas e acompanhamento longitudinal, elementos pouco compatíveis com um cuidado restrito a consultas episódicas. Objetivo: Discutir a telemedicina como estratégia para ampliar o acesso e viabilizar um modelo “High Tech–High Touch” em MEV. Métodos: Revisão narrativa direcionada de artigos e documentos de referência sobre MEV, mudança de comportamento, cuidado crônico, telemedicina e cuidado baseado em valor, com ênfase no modelo dos 5A’s (Assess, Advise, Agree, Assist, Arrange) e no acompanhamento longitudinal. Resultados: A literatura indica que intervenções em MEV se beneficiam de metas pactuadas, monitoramento entre consultas, reavaliações periódicas e participação ativa do paciente. Evidências em atenção primária associam intervenções de telemedicina a maior acesso, melhor coordenação do cuidado e maior continuidade assistencial. Nesse contexto, a tecnologia pode reduzir barreiras geográficas e operacionais, ampliar pontos de contato e integrar dados clínicos e comportamentais ao longo do tempo. Sob a perspectiva “High Tech–High Touch”, a tecnologia não substitui a relação terapêutica, mas pode ampliar oportunidades de escuta, vínculo, feedback e suporte à mudança comportamental. Conclusão: A telemedicina pode funcionar como infraestrutura para operacionalizar o “Arrange” dos 5A’s e sustentar planos de acompanhamento multipilares em MEV. Integrada a um modelo centrado na pessoa, pode ampliar acesso e continuidade do cuidado, preservando sua dimensão humana e favorecendo a geração de valor em saúde.
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